Gustavo Klug

Blog homenagem

Arquivo para outubro, 2008

07 de dezembro de 2004

Nesse dia, seu aniversário, fomos eu e o Valter ao cemitério levar flores. De repente começou a chover, apesar do sol e o clima quente.

De repente reparamos que só estava chovendo sobre nós, e não no resto do cemitério. Olhamos para cima e vimos que nos galhos de uma árvore muito alta, um pau-de-ferro, havia se formado gelo, e com o calor o gelo derretia e pingavam gotas de água gelada. Só que não era gelo comum, nem geada, era como o gelo que se forma no congelador, fofinho como algodão. Deve ser como neve (não sei, nunca vi), como a neve da Suiça.

Várias pessoas viram, e pararam para pegar com a mão as gotas de água, e provamos com a língua, era água mesmo, gelo derretido. Neve de Natal. Neve de Natal na Suíça, onde ele deve ter visto a neve pela primeira vez.


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Se eu morrer antes de você…

(Texto copiado por Gustavo Klug em uma carta enviada a uma amiga)

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser,
mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
– “Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!”
Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.

Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu. Ser seu amigo já é um pedaço dele.